Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Anos 1950 - A época da feminilidade

O fim da guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 tornou-se mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior, em 1947. Foram gastos muitos tecidos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos.

A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, usavam-se as luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias.

A silhueta extremamente feminina e alegre permaneceu durante toda a década de 50 e manteve-se como base para a maioria das criações desse período. Tudo indicava que a moda seria simples e prática, acompanhando todas as mudanças provocadas pela guerra, mas nunca uma tendência foi tão rapidamente aceita pelas mulheres como o "New Look" Dior, o que indicava que a mulher ansiava pela volta da feminilidade, do luxo e da sofisticação.

A maquilhagem da moda valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A maquilhagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia ser perfeita.

As tintas para cabelos passaram a fazer parte da vida de dois milhões de mulheres e das loções alisadoras e fixadoras.

Os penteados eram os coques ou os rabos-de-cavalo. Os cabelos ficaram um pouco mais curtos, com mechas caindo no rosto e as franjas davam um ar de menina.

Esta época terminou com uma grande geração de jovens que vivia bem financeiramente num clima consumista do pós-guerra.

publicado por Mary às 22:14
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Anos 1960 - A época que mudou o mundo

            O rock and roll e Elvis Presley influenciaram muito a década de 60, usou-se os blusões de cabedal e os jeans.

Nos anos 60 os jovens predominavam no mundo, influenciados pelas ideias de liberdade começavam a opor-se à sociedade de consumo vigente.

Este período pôs fim à moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de vestir estava cada vez mais associada ao comportamento.

As empresas criaram produtos especiais para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram a sua própria moda. A moda era precisamente não seguir a moda, o que representava um sinal de liberdade e o grande desejo da juventude da época.

A minissaia era a peça de roupa mais utilizada. Os tecidos apresentavam muita variedade, usavam-se os estampados e as fibras sintéticas. A lingerie passou a ser usada por todas as mulheres, bem como o uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, como para dançar o twist e o rock.

O unissexo generalizou-se com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher usava roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking.

 A maquilhagem era essencial e feita particularmente para o público jovem. Os olhos eram muito marcados, com batons clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar.

As perucas passaram a estar na moda, mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.

A moda masculina era os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo.

Os anos 60 terminaram com a chegada do homem à lua.

publicado por Mary às 22:07
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Anoa 1970 - Os hippies

Nos anos 70 o estilo hippie reinava. Os hippies rejeitavam o consumismo e olhavam para o Oriente como inspiração religiosa. A devoção, a culturas e as religiões exóticas reflectiram-se nas roupas. Sob forte inspiração étnica, ciganas, túnicas indianas, estampas florais e símbolos da paz misturaram-se com o básico americano, como o jeans e a camiseta.

Os cabelos crescerem em desalinho, cabelos “pré-rafaelistas” suavemente ondulados e estolas de pluma. Usaram-se os chapéus desabados, veludos, cetins, de palha adornados com flores.

“Faça o amor, não a guerra” este era o lema do início da década que acaba influenciou a moda. As túnicas batik, micros e maxi saias, os jeans com muitos enfeites foram muito usados.

As camurças, as franjas, as calças militares com enormes bocas-de-sino, tachinhas, bordados e muitos brilhos, saias e calças de cintura baixa com cintos largos ou de penduricalhos foram muito usados. Outro estilo que marcou foi o estilo safari, usavam-se os colares de contas as missangas, brincos compridos e as bijutarias étnicas. As bolsas de croché com franjas e alças de tiracolo eram um adereço muito usado pelas mulheres.

 Os homens deixam a roupa formal de lado, e passam a usar roupa próxima ao corpo com lapelas largas nos casacos e calças boca-de-sino. As camisas ganham estampas florais inspiradas em ídolos do rock psicadélico.

publicado por Mary às 22:03
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Anos 1980 - Glamour e saúde

Nos anos 80 o exagero e a ostentação marcaram a década. A moda mudou completamente e passou de um estilo muito simples para um estilo muito glamorouso. O jeans ganha força e estatuto. Mas, não bastava ser bem-sucedido e estar bem-vestido, era necessário ter um corpo bonito e saudável para o sucesso.

O look "molhado", conseguido com gel e mousse para cabelos, reinava na cabeça de homens e mulheres, ao lado das permanentes fartas e topetes tão altos quanto se conseguisse deixá-los.

A silhueta perfeita era a cintura alta e ombros marcados por ombreiras, ao lado de pregas e drapeados para a noite ou dia.

A moda masculina seguiu o mesmo estilo, com ternos folgados e calças largas. Para os acessórios, tamanho simbolizava actualidade.

A música consagrou-se como formadora de opinião e estilo, levando ao estrelato cantoras como Madonna, que influenciou a sociedade com seu estilo livre e despudorado.

 O culto ao corpo foi uma tendência marcante no comportamento das pessoas nos anos 80, tanto é que levou as calças fuseaux, os ténis  e o moletom para o lado de fora das academias. Os sapatos baixos, também voltaram embalados por essa tendência.

publicado por Mary às 21:58
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Anos 1990 - As releituras

Até metade da década de 90, o exagero dos anos anteriores ainda influenciou a moda. Foram lançados, por exemplo, os jeans coloridos, calças largas e as blusas segunda-pele, que colocavam a lingerie em evidência. Isso fez com que a moda íntima ganhasse importância, criando-se assim peças para serem usadas à mostra, como novos materiais e cores.

Esta é uma década marcada pela diversidade de estilos que convivem harmoniosamente. A moda seguiu cada uma dessas tendências, produzindo peças para cada tipo de consumidor e para todas as ocasiões.

O Grunge impulsionado pelo rock, influenciou a moda e o comportamento dos adolescentes com o seu estilo despojado de calças/ bermudões largos e camisas xadrez da região de Seattle.

Nesta década houve uma grande preocupação com a ecologia, então as propagandas passaram a agregar valores ecológicos nos seus produtos, de forma a atingir os consumidores que procuravam muito mais do que preços e novidades.

 Na segunda metade da década, a moda passou a procurar referências das décadas anteriores, nos anos 60 (cores claras, tiaras) e em seguida nos anos 70 (plataformas em tamancos e modelos fechados, geralmente desproporcionais), tudo incorporado há moda dos anos correntes.

publicado por Mary às 21:54
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Anos 2000 - A virada do século

A moda é cíclica e a sequência de releituras que começou no final dos anos 90 não foi interrompida. Os anos 2000 e 2001 trouxeram os anos 80, com pitadas dos anos 50 para as lojas de todo o mundo.

Sem mais década anterior para procurar referências, a moda encontra-se em um beco sem saída.

A procura do novo é uma tendência da actualidade, e é justamente por isso que a todo o momento são realizados concursos de moda, visando descobrir novos talentos.

Para criadores não poderia haver melhor oportunidade para mostrar sua capacidade.

Com um consumidor que deseja novidades, mesmo lojistas de diversos tamanhos encontram mais espaço para criar.

publicado por Mary às 21:53
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Estilista portugueses

Actualmente em Portugal existem muitos estilistas que criam colecções que brilham pela inovação, irreverência, originalidade, estilo, excentricidade, glamour, modernidade e personalidade. Para os estilistas vingarem têm que ser muito diferentes e apresentar peças que mostrem algo de novo ao consumidor.

A mais velha estilista portuguesa com sucesso surgiu nos anos 70, Ana Salazar que se caracteriza pela excentricidade. Depois nos anos 80 e 90 surgem vários criadores como Miguel Vieira com as suas colecções construídas a partir do preto e do branco (e do cinzento, numa mais avançada fase), exibe-se com cortes perfeitos, clássicos e extremamente adaptáveis para a mulher executiva. O seu estilo glamorouso apelida-se city chick. Também surge João Rôlo que diz que é o único criador de Haute-Couture português, o que não corresponde à realidade. José António Tenente também aparece no mundo da moda e explora o city chick, vestindo várias personalidades, como Bárbara Guimarães. Também Manuel Alves e José Manuel Gonçalves surpreendem com as suas criações e são os eleitos da alta sociedade portuguesa.

Na década de noventa surge Fátima Lopes, que se tornaria, além de «rival» de Ana Salazar, a estilista mais internacional portuguesa.

Surgem novos designers como Maria Gambina, Katty Xiomara, o «l'enfant terrible de la mode» Dino Alves, entre outros. Embora com empreendimentos como o Portugal Fashion, no Porto, e a Moda Lisboa, na capital, o público ainda não vê a moda como uma arte de excelência, como é na realidade. Vêm as criações como um produto, não como uma obra de arte, como uma pintura, uma instalação. Como tal, o investimento é pouco e o pouco que há para muito não serve, e alguns criadores abandonam a carreira em pról de algo mais rentável e menos caro, como foi o caso de Miguel Flor, um designer em ascensão que, sem mais fundos para manter a sua empresa de moda abandonou a carreira.

publicado por Mary às 21:52
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Ana Salazar

Ana Salazar desenvolveu uma nova filosofia e uma nova forma de estar na moda em Portugal.

Ana Salazar nasceu em Lisboa ela inicia a sua carreira na Moda na década de 70,  introduzindo um novo conceito de vestir para Portugal, sendo considerada pela imprensa (nacional e internacional) como pioneira da Moda “Made in Portugal”.

A partir de 91 desenha ANA SALAZAR CERÂMICA, uma linha de azulejos para interiores. Para além da criação de peças para lojas de museus nacionais e de ter projectado as togas do ISCTE, participou em várias exposições temáticas, em Portugal e no estrangeiro, designadamente: “La Mode au Xème Siècle (Musée du Louvre, Paris, e Museu do Traje, Lisboa); “Traje-Um objecto de Arte” (F. Gulbenkian, Lisboa); “Moda e Design de Objectos” (Europalia, Bruxelas); “Variations Gitanes” (Musée du Louvre, Paris); “Histoire de Mode d’hier et d’aujourdui” (Musée des Arts de la Mode, Paris).

O não de 1999 marca o início da colaboração de Rita Salazar na criação das colecções, que é actualmente responsável pela direcção do gabinete criativo.

Em 2003 Ana Salazar lança o livro “Ana Salazar – Uma Biografia Ilustrada”, uma obra com múltiplas fotografias que documentam toda a sua vida até à actualidade.          

Para além das várias distinções e prémios que tem recebido, foi condecorada pelo Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e distinguida com o "Prémio Carreira" e o "Troféu Sena da Silva", do Centro Português de Design.

Em 2004, cria os lenços de senhora para a AML - Área Metropolitana de Lisboa e é responsável pelo conceito e design das peças de merchandising desenvolvidas para o Aquário da Madeira. No final do mesmo ano, lança uma nova fragrância, "Silêncio", e participa na emissão filatélica "Moda Portuguesa",  dedicada aos mais importantes criadores de moda portugueses, com a elaboração de um selo, para os CTT correios.   

Em 2005 lança a colecção Ana Salazar Eyewear, que inclui óculos oftalmológicos e de sol. Inaugura a exposição "15 anos Ana Salazar / Recer", no Museu Nacional do Azulejo, que se prolonga até 2006.

Em 2006 apresenta a nova colecção Ana Salazar Eyewear e desenvolve um capacete e um fato de competição para a Seat.

Em 2007 lança o novo perfume para homem AS e relança a sua segunda linha, AS, que para além de peças casuais apresenta uma linha completa de jeans. Ana Salazar é considerada pela revista Visão uma das mulheres mais influentes em Portugal.

publicado por Mary às 21:50
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Fátima Lopes

Fátima Lopes é a mais internacional dos designers/estilistas portugueses. Fátima Lopes nasceu no Funchal, Madeira em 1967 e cria a sua etiqueta em 1992, data a partir da qual apresenta as suas colecções com regularidade.

A partir de 1994 começa a apresentar as suas colecções em Paris, onde inaugura a sua primeira loja.

Esta estilista não só cria peças de vestuário como também linhas de calçado, marroquinaria, óculos, porcelanas (em colaboração com a SPAL) e joalharia (em parceria com a multinacional “Ezzedine Diamants”).

 Em 1998 inaugura o espaço FÁTIMA LOPES, que inclui loja, bar, estúdio de criação e uma agência e escola de manequins.

No ano 2000 inaugura a sua primeira loja franchisada e lança o “Cartão de Crédito Fátima Lopes” (Crediplus).

Em 2002 abre um corner Fátima Lopes no El Corte Inglès e inaugura a segunda loja Fátima Lopes em regime de franchising, no Porto.

Em 2003 continua com as apresentações em Paris no Carrousel du Louvre, e inaugura mais lojas em regime de franchising em território nacional - Viseu, Guimarães, Coimbra, Leiria.

Fátima Lopes foi convidada pela Mattel França para criar uma Barbie Alta-costura para o museu Barbie e ela apresentou a “Barbie Alta Joalharia” - com uma recriação do seu biquini de ouro e diamantes - juntamente com 17 grandes nomes da Alta Joalharia internacional.

Em Outubro do mesmo ano a estilista cria um vestido em Macarron para o salão internacional do Chocolate, em Paris, desfilado pela cantora francesa Jalane.
Em Dezembro de 2003 abre a primeira loja Fátima Lopes nos Estados Unidos.

As suas colecções são vendidas em todo o mundo: nos EUA, Japão, Guadalupe, Líbano, Porto Rico, Holanda, Áustria, Alemanha, França, Bélgica, Portugal e extremo Oriente.

publicado por Mary às 21:46
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Miguel Vieira

Miguel Vieira é natural de S. João da Madeira, tirou o Curso de Controlo de Qualidade Textil, no Instituto Superior de Engenharia do Porto e inicia a sua carreira como designer de moda em 1988, criando colecções próprias que expõe nos salões da Expofashion (Filmoda, Lisboa), paralelamente à colaboração com as etiquetas Montagute, Marie Claire e GUESS - sapatos.

           Após do lançamento da sua própria marca de sapatos para homem, MIGUEL VIEIRA desenvolve linhas de sapatos de senhora, marroquinaria, jeans e óculos.

As suas colecções estão disponíveis em inúmeros pontos de venda nacionais e estrangeiros como Paris, Londres, Milão, Madrid, Atenas, Istambul, Nova Iorque e Tóquio.

No ano de 2004 Miguel Vieira abre a sua primeira loja, "Miguel Vieira Casa", onde estão disponíveis todos os seus produtos / criações, bem como o bar "Miguel Vieira Espaço". No mesmo ano, lança, em parceria com a Splend´oro,  a colecção de joalharia e ourivesaria, "White moment".

No ano seguinte lança a linha "Miguel Vieira Escolar". Para além das apresentações sazonais na Moda Lisboa, no Portugal Fashion e no Portugal Fashion Internacional, participa também na Barcelona Fashion Week - Gaudi e na ModaCalzado, em Madrid.

Em 2006 o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio condecora O estilista com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Neste mesmo ano é nomeado Alto-comissário dos Novos Criadores 2005 e Embaixador da "Sheba".  Apresenta a colecção Primavera/Verão 2007 na São Paulo Fashion Week, no Istambul Fashion Festival, e na 27ª edição da ModaLisboa. Lança também a colecção "Alta Joalharia" Miguel Vieira.   No Município de São João da Madeira é distinguido com a Medalha de Mérito Municipal.

Em 2007, integra o calendário do São Paulo Fashion Week, participa nas feiras Moda Calzado (Madrid) e Milam (Milão) e recebe o Globo de Ouro para Designer do Ano na categoria de Moda.

            Da colecção de Miguel Vieira é de salientar a mistura do negro com o branco, a maioria das peças e acessórios são de cor preta, muitas são também as que surgem de branco para dar o toque final à silhueta. Duas cores fortes e que estão sempre na moda.

publicado por Mary às 21:41
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