Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Poesia trovadoresca

         Cantigas de amigo: É a donzela quem fala, dirigindo-se à mãe, às amigas ou à Natureza, num desabafo ou na narrativa de um episódio relacionado com o amigo. O ambiente é geralmente o do campo, da beira-mar, da fonte, do adro da igreja e o doméstico. Consoante o ambiente em que decorrem, as cantigas são classificadas como bailias, cantigas de romaria, barcarolas, cantigas de fonte, ou albas. Seguem normalmente uma estrutura paralelística.

         Cantigas de amor: O trovador exprime o seu amor e sofrimento pela senhor, normalmente uma mulher casada, de elevado estatuto social, que não lhe corresponde. O trovador exprime a sua coita por uma dama perante a qual se sente vassalo, exprimindo-se de acordo com os códigos do amor cortês: não revelar a identidade da dama ou não expressar o seu amor em público, respeitando a mesura.

          Cantigas de escárnio e maldizer: A cantiga de escárnio distingue-se da cantiga de maldizer pelo facto de na primeira a sátira ser menos directa, baseando-se em trocadilhos e ironias, sem identificar a pessoa satirizada, ao contrário do que sucede nas cantigas de maldizer, que por vezes chegam a ser grosseiras. Incidem sobre pessoas, mas também sobre alguns problemas da época—a decadência da nobreza rural, as convenções do amor cortês ou a corrupção dos costumes.

 

publicado por Mary às 14:39
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1 comentário:
De Ritinha a 24 de Maio de 2008 às 12:10
gosto mt dest tipo d poesia

:D

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